terça-feira, 14 de novembro de 2017

Nena Queiroga e Jota Michiles são os homenageados do Carnaval do Recife 2018


Para honrar a história do Frevo nas tradições carnavalescas do Recife, o Carnaval do Recife 2018 vai homenagear duas figuras representativas do ritmo que é Patrimônio Imaterial da Humanidade e símbolo maior da festa. O prefeito Geraldo Julio convidou no fim da tarde desta sexta-feira (10) Nena Queiroga e Jota Michiles para serem os artistas homenageados do Carnaval do Recife 2018.
"O Carnaval 2018 vai ser mais frevo do que nunca, porque no dia 9 de fevereiro comemoramos o dia do Frevo e teremos a abertura oficial do nosso Carnaval. Estamos aqui hoje anunciando os homenageados do nosso festejo, que são nada mais nada menos do que Jota Michiles e Nena Queiroga, que representam o frevo com tanta forca e talento, representando também toda nossa história, nossa tradição e o futuro do Recife, que passa pelo carnaval e pelo Frevo também. Eles estão animados e estamos aqui nos preparando para fazer uma grande festa. Vamos ter um grande Carnaval do Recife em 2018", afirmou o prefeito Geraldo Julio.
Emocionados com o convite, Nena Queiroja e Jota Michiles falaram do sentimento de representarem pessoas que se dedicam ao Frevo por toda a sua vida. "Eu não esperava por isso. Estou surpresa e extremamente grata. Não sei nem como descrever a emoção, principalmente por ser homenageada ao lado de Jota Michiles, uma figura ilustre da nossa cultura que admiro muito", falou emocionada a cantora Nena Queiroga, que é filha do compositor, radialista e humorista Luiz Queiroga e da cantora Mêves Gama, célebres representantes da era de ouro do rádio pernambucano e já acumula 39 anos de carreira com a música. 
O compositor Jota Michiles, personagem sinônimo do Frevo em Recife, também falou da satisfação em ser lembrado pelo maior Carnaval do Brasil. "Eu achei que só íamos conversar sobre o Carnaval, opinar em alguma coisa sobre o Frevo, que é a nossa maior identidade musical e cultural.  Quase morro do coração recebendo essa feliz surpresa! Estamos radiantes", comemorou o artista que se dedica à composição desde os doze anos e diz já ter nascido contaminado pelo micróbio do frevo, sendo gravado por Alceu Valença, Elba Ramalho, Claudionor Germano e André Rio, entre muitos outros.

CONHEÇA OS HOMENAGEADOS:
JOTA MICHILES - Michiles aprendeu música de ouvido. Sobrinho de Orlando Dias, é compositor desde os doze anos de idade. Apesar de ter também se dedicado a ritmos como maracatu, coco e forró ao longo de sua profícua carreira, foi entre os clarins de Momo que se consagrou e caiu na boca do povo. Um dos mais importantes, gravados - e dançados -compositores de frevo da atualidade, o professor de história José Michiles da Silva emplacou mais de 50 sucessos que são obrigatórios no Carnaval pernambucano, como “Bom Demais”, “Me Segura Senão Eu Caio”, “Diabo Louro”, “Roda e Avisa” e “Queimando a Massa”.
Em 1966, aos 23 anos, venceu o prêmio Uma Canção para o Recife, quando concorria com mestres como Capiba e Nelson Ferreira, mestres responsáveis pela formação de sua estética musical. Daí em diante, trocou definitivamente as salas de aula pelos estúdios. Exatos 20 anos mais tarde, estouraria seu primeiro sucesso, “Bom Demais”, na voz de Alceu Valença. O Carnaval do Recife nunca mais seria o mesmo.
NENA QUEIROGA - Maria Consuelo Gama de Queiroga é majestade no Carnaval Recifense. No maior bloco carnavalesco do mundo, quem canta de galo é ela, única mulher que, desde 2005, tem um trio próprio e faz todo o percurso do Galo da Madrugada cantando sem parar.
A paixão pela música, Nena trouxe do berço. Filha do compositor, radialista e humorista Luiz Queiroga e da cantora Mêves Gama, célebres representantes da era de ouro do rádio pernambucano, Nena cresceu entre microfones e ensaios.
Aos 12 anos, sempre acompanhando a mãe, começou a aprender com ela a usar a voz como ferramenta de trabalho. Passou a fazer pequenas gravações e até chegou a integrar um grupo infantil, o Quarto Crescente, com o irmão Lula Queiroga. Também foi na barra da saia de Mêves, cantora de orquestra e intérprete de frevo, que descobriu o Carnaval. E foi arrebatada no ato. Aos 16, já cantava em orquestras, animando bailes momescos, aos quais foi conduzida pelas mãos de ninguém menos que maestro Duda. A carioca criada no Recife, cidadã pernambucana e recifense, não desceu mais dos palcos da cidade. Já são quatro discos gravados, um DVD e muitos carnavais.

Alepe reverencia 50 anos do programa de rádio “O Tema é Frevo”


No ar desde 1967, o programa de rádio “O Tema é Frevo”, da Rádio Universitária, do Recife, recebeu homenagem da Assembleia Legislativa nesta quinta (9). Acompanhada por membros de agremiações carnavalescas, a cerimônia também prestou honras ao idealizador do semanal e pesquisador do ritmo, Hugo Martins.
O radialista agradeceu o reconhecimento da Casa. “O frevo me deu muita alegria, títulos e homenagens”, frisou. Martins, que já está aposentado da emissora, mas continua a produzir a atração, garantiu que o programa permanecerá indo ao ar por muito tempo. “Enquanto eu puder andar, seguirei”, brincou.
O Grande Expediente Especial aconteceu por iniciativa do deputado Antônio Moraes (PSDB). O parlamentar ressaltou que “O Tema é Frevo” – veiculado todos os sábados e domingos – completa 50 anos “com a energia do ritmo que contagia e faz do nosso Carnaval o melhor do mundo”. Teresa Leitão (PT), que presidiu os trabalhos, destacou que o homenageado “mantém presente o mais genuinamente pernambucano dos patrimônios culturais, um dos que mais precisam ser resgatados”.
Participaram da cerimônia músicos, compositores, integrantes de blocos de Carnaval, pesquisadores e a diretoria do Núcleo de TV e Rádios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


Uma legenda do rádio pernambucano, pesquisador, estudioso de todos os gêneros musicais

Hugo Martins radialista, sonoplasta, compositor, cineasta, nasceu na cidade de Rio Tinto, na Paraíba, e veio para o Recife com 11 anos de idade. Em 1956 começou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco, como operador de som. Trabalhou depois na TV Jornal, TV Globo até chegar na TV Universitária. Desde os anos de 1970 Hugo trabalha na Rádio Educativa FM , pertencentes à Universidade Federal de Pernambuco, onde produz e apresenta, há 42 anos, o programa “O Tema é Frevo”, exclusivamente divulgando o ritmo mais popular do Carnaval.
Hugo também é um colecionador de mais de mil discos, entre frevos, bandas de musica e trilhas sonoras do cinema, outras duas de suas paixões pela musica.
Hugo Martins também prestou grande contribuição ao espetáculo da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém, onde fez a sonoplastia.


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Abertas as inscrições para os concursos do Carnaval 2018

Até os próximos dias 17 e 20 de novembro, agremiações e brincantes podem assegurar sua participação nas competições da mais característica e colorida festa do calendário pernambucano

A Prefeitura do Recife abre alas para as tradições que fazem do Carnaval da capital pernambucana uma colorida e plural celebração à cultura popular. Estão abertas as inscrições para os concursos carnavalescos, realizados pela Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, que distribuirão, ao todo, R$ 877.540 entre brincantes e passistas, caboclos e majestades da folia.
As inscrições devem ser feitas presencialmente, no Núcleo de Cultura Cidadã, localizado no Pátio de São Pedro, casa 39, em dias úteis, das 9h às 17h. O prazo para inscrições nos concursos encerra no próximo dia 17 de novembro, com exceção do Concurso de Agremiações, único deles para o qual é possível se inscrever até o dia 20 de novembro.
As competições começarão já em janeiro e só acabam no mês da folia. Seguindo uma tradição momesca que já tem muitos anos, o poder municipal promoverá a escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval; além dos concursos de Fantasias; de Passistas; de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira; e o Concurso de Agremiações.
 Concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval – A competição vai eleger a dupla que reinará absoluta ao som dos clarins de momo. As majestades do Carnaval do Recife serão selecionadas em três etapas: nos dias 12 de janeiro (no Teatro Apolo), 19 de janeiro (no Teatro Luiz Mendonça), e 26 de janeiro, quando o Pátio de São Pedro receberá a grande final. A dupla eleita terá uma extensa agenda carnavalesca a cumprir antes, durante e depois da festa. Cada membro da nobreza momesca receberá R$ 18 mil.
Concurso de Passistas – Para escolher os foliões mais desenvoltos ao som do ritmo que é patrono da folia recifense e patrimônio cultural da humanidade, o concurso contempla as seguintes categorias de passistas: Mirim (masculino e feminino), Infantil (masculino e feminino), Juvenil (masculino e feminino), Adulto (masculino e feminino) e Passista de Rua (masculino e feminino). As disputas acontecerão entre os dias 27 e 28 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os prêmios vão de R$ 840 a R$ 1.800.
Concurso de Fantasias – Dedicado aos foliões mais adornados, o 5º Concurso de Fantasias do Recife escolherá três melhores fantasias na categoria Luxo e três na categoria Originalidade. Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Eles ainda recebem uma premiação extra de R$ 1.500 cada um, como ajuda de custo para desfilarem toda a sua beleza e garbo no palco do Baile Municipal. O concurso será realizado no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, no dia 31 de janeiro.
Concurso de Porta Estandarte, Flabelista, Mestre Sala e Porta Bandeira – Neste concurso, a diversidade do Carnaval recifense se revela. Os competidores disputam os títulos de: Melhor Porta Estandartes de Clubes de Frevo, de Troças Carnavalescas, de Maracatus de Baque Virado, de Maracatus de Boque Solto, de Caboclinhos, de Tribos de Índios; Melhor Flabelista de Bloco de Pau e Cordas; e Melhores Mestres Salas e Porta Bandeiras de Escolas de Samba. As apresentações serão entre os dias 22 e 24 de fevereiro, no Pátio de São Pedro. Os itens a serem observados são: coreografia, evolução e figurino. A premiação para os primeiros e segundos lugares da categoria adulto é de R$ 1.800 e R$ 1.200, respectivamente. Para a categoria infantil, os valores são de R$ 1.200 e R$ 960.
Concurso de Agremiações – Contemplando todas as manifestações que fazem do Carnaval recifense uma festa de muitos ritmos, o concurso reúne centenas de agremiações para desfilar sua história, beleza e tradição em quatro grupos: Grupo Especial, Grupo 1, Grupo 2 e Grupo de Acesso. O local e a data dos desfiles ainda não foram definidos. Este é o concurso que oferece a maior premiação entre as competições carnavalescas. Ao todo, serão distribuídos R$ 730.500.
Mais informações nos sites: CLICANDO AQUI OU AQUI

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Realizadores pernambucanos lançam game “A Saga do Caboclo de Lança”

Jogo incentivado pelo Governo de Pernambuco propõe um passeio virtual e lúdico pelo patrimônio cultural do Estado 


O jogo ‘A Saga do Caboclo de Lança’ promete diversão para crianças (acima de 7 anos) e adultos, a partir do universo do patrimônio cultural imaterial e material de Pernambuco. Incentivado pelo Governo do Estado, por meio do Funcultura, o game apresenta como personagem principal o Caboclo de Lança, que combate ‘malassombros’ na sua trajetória pelo estado, percorrendo igrejas e conjuntos arquitetônicos seculares e conhecendo manifestações culturais como frevo e o maracatu. O bolo de rolo, a Feira de Caruaru e o Bacamarte também aparecem durante a saga. O jogo está disponível para o público gratuitamente a partir desta quinta-feira (Dia das Crianças – 12/10), em duas versões: uma online para computador e através do download para plataformas móveis Android. Acesse o site ou baixe o jogo na Google Play.

‘A Saga do Caboclo de Lança’ foi idealizado e desenvolvido pelo designer Matheus Calafange e pelo programador Miguel Diniz, numa produção da Cabra Quente Filmes em parceria com a Perna Cabeluda Games, com o incentivo do Funcultura, Governo de Pernambuco. A trilha sonora e o sound design autorais são assinados pelo músico P3dr0 Diniz, integrante da banda Mundo Livre S/A. e do artista Di Melo.

A proposta do game é proporcionar entretenimento e informação sobre o patrimônio cultural material e imaterial do estado, a partir de uma narrativa de aventura lúdica e bem-humorada, na qual Pernambuco foi invadido por terríveis criaturas conhecidas como ‘malassombros’. “Esses seres assustadores têm como objetivo absorver a alegria e as cores do nosso Estado, que precisa urgentemente de um herói”, conta o designer Matheus Calafange. Nesse contexto é que surge o Caboclo de Lança, figura tradicional do maracatu rural.


Durante a saga, o Caboclo com a flor na boca e lança nas mãos percorre as cidades de Caruaru, Nazaré da Mata, Olinda e Recife e o arquipélago de Fernando de Noronha para combater os ‘malassombros’ e devolver a alegria aos pernambucanos. “Essa foi a forma de divertir e informar que encontramos para criar o jogo, usando tanto referências dos desenhos estrangeiros Adventure Time e Gravity Falls e quanto dos brasileiros Tromba Trem e Historietas Assombradas”, explica o designer Calafange.

Destinado a todo tipo de público, independente da faixa etária, o jogo reúne informações históricas sobre os patrimônios materiais e imateriais da cultura pernambucana, reconhecidos e tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Nacional (Iphan) e pela Assembleia Legislativa de Estado de Pernambuco (Alepe). “O desafio dessa produção foi proporcionar uma jogabilidade agradável no quesito de ação e aventura, agregando as informações sobre cada patrimônio exibido”, esclarece o programador Miguel Diniz.

Ao longo de cada uma das quatro fases do jogo, o usuário passa pelo patrimônio natural do arquipélago de Fernando de Noronha, conhece a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. Em Nazaré da Mata, passa por canaviais, pelo maracatu e pela Capela de São Francisco Xavier. Na Feira de Caruaru, conhece o bolo de rolo, os bacamarteiros e o forró pé-de-serra. Já em Olinda percorre o casario arquitetônico da Cidade Alta e sobe até o Alto da Sé, onde encontra a Igreja da Misericórdia e barracas de tapioca, vivenciando um Carnaval com boneco gigante, orquestra e passistas de frevo. No Recife, último estágio do jogo, o usuário irá levar o Caboclo de Lança ao Teatro Santa Isabel, Ponte Duarte Coelho e Marco Zero.

Sobre a trilha sonora do jogo, o produtor musical P3dr0 Diniz afirma que é seguido o formato para a modalidade, porém existe uma evolução com inserções de influências de instrumentos do cancioneiro regional do baião, do movimento armorial e do manguebeat, passando pelas sonoridades e ritmos das manifestações culturais como frevo, o maracatu, o coco e a ciranda. “A trilha é composta dentro de uma harmonia modal que proporciona a sensação para o jogador de movimento e infinidade, além de inserções e misturas entre sons orgânicos e sonoridades 8-bit, o uso de sintetizadores e elementos de música eletrônica”, detalha.

Baixe o game ‘A Saga do Caboclo de Lança’ na Google Play



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Câmara Municipal do Recife faz homenagem ao Dia do Frevo


O plenário da Câmara Municipal do Recife ficou lotado de passistas, carnavalescos, presidentes de agremiações e músicos na solenidade que o vereador Wanderson Florêncio (PSC) realizou, hoje de manhã, 14, em homenagem ao Dia Nacional do Frevo. Para dar o clima da alegria carnavalesca, que normalmente se associa à manifestação cultural autenticamente recifense, foram exibidos flabelos e estandartes. “O dia 14 de setembro foi escolhido como em homenagem ao jornalista Osvaldo da Silva Almeida, que foi o criador do da palavra Frevo. A data é o dia de seu aniversário”, observou o vereador.
Wanderson Florêncio homenageou 42 pessoas que, para ele, têm identidade com o frevo. Cada uma recebeu diploma e fez pequenos discursos, entre as quais o Maestro Forró, os cantores e compositores Almir Rouche, Alírio Morais e Ed Carlos; e a professora da Escola Saltos Companhia de Dança e Frevo, Cristina Maria Silva. “É fácil identificarmos as nações por seus ritmos, músicas e danças. Portugal o Fado; Espanha o Flamenco; Argentina o Tango; porém, não por ser um país, mas uma cidade com características tão próprias que a elevam a esta condição no campo cultural, o Recife tem o Frevo, para lhe chamar de seu”, exaltou o vereador.
A solenidade foi presidida pelo vereador Eduardo Marques (PSB), também presidente da Câmara do Recife; a mesa foi composta pelo cantor e compositor Claudionor Germano; o secretário Executivo de Cultura, Eduardo Vasconcelos; o representante da secretaria de Turismo do Recife, Eurico Freire e a representante do ministério das Cidades, Isabel Urquisa. Estiveram presentes os vereadores Hélio Guabiraba  (PRTB) e Eriberto Rafael (PTC).
Em seu discurso, Wanderson Florêncio apresentou o frevo sob a perspectiva de sua história e cultura. Num breve histórico, ressaltou que o ritmo “que corre nas veias de todos nós, é um estilo de dança e música típicos do carnaval popular de Pernambuco”.Segundo o vereador, originalmente o frevo surgiu no Recife entre o final do século 19 e início do século 20, a partir das marchinhas de Carnaval, com influência da polca russa, de alguns passos de ballet clássico, e de outras danças afro-brasileiras populares, como o maxixe e a capoeira. Atualmente, é um Patrimônio Imaterial da Humanidade.
“O nome frevo se originou a partir da palavra ‘ferver’, que popularmente se pronuncia ‘frever’. Ou seja, o significado é o mesmo de ‘fervura’, que conota a agitação e o rebuliço dos dançarinos. O termo frevo, no entanto, foi utilizado pela primeira vez em uma publicação do jornal vespertino do Recife chamado "Jornal Pequeno", em 9 de fevereiro 1907, há exatos 110 anos”, disse. Por isso, o frevo também é comemorado dia 9 de fevereiro.
A dança do frevo, embora pareça simples, disse o vereador, é marcada pela sua complexidade, com o uso de malabarismos, rodopios, gingados, passos curtos e ritmo frenético. “A sombrinha colorida aberta é outra característica marcante do Frevo durante a dança, fazendo com que os dançarinos mostrem toda a sua técnica em saltos e rodopios, enquanto carregam o pequeno guarda-chuva”. Atualmente, estão catalogados mais de cem passos diferentes na dança do frevo. “O frevo pode ser dividido por gêneros como o Frevo de Rua; de Bloco e o Canção”.
Depois de discorrer sobre o frevo, o vereador declamou a letra do frevo canção “Frevo número 3 do Recife”, composição de Antônio Maria. “Sou do Recife com orgulho e com saudade. Sou do Recife com vontade de chorar”, diz a letra da música. Em seguida, o cantor Almir Rouche foi convidado pelo vereador para fazer uma apresentação. Ele cantou a música “Voltei Recife”, acompanhado pelos músicos da Banda da Polícia Militar de Pernambuco. Enquanto Rouche cantava, um grupo de passistas entrou no plenário e fez evoluções.

sábado, 1 de abril de 2017

Escolas de Samba do Recife

Manifestação cultural popular, musical, coreográfica e poética, o samba acontece em quase todos os Estados brasileiros, com destaque para Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, desde os tempos coloniais. No nosso Estado, o samba organizado em escolas adquire características próprias, como, por exemplo, a incorporação de instrumentos de execução musical e coreografias herdadas do frevo, do maracatu, da capoeira, além de outras expressões.
No Recife, as primeiras referências do samba de escolas encontram-se no bairro de Casa Amarela, na batucada Bando da Noite, mais tarde chamada Escola de Samba Quatro de Outubro. Nos anos 1930, a Escola de Samba Limonil, do bairro de Afogados, entra para a história do Carnaval da cidade. Na década de 1940, é importante registrar a chegada do Encouraçado São Paulo, que trazia entre seus tripulantes sambistas e contribuiu para o aumento de blocos e escolas de samba. Tais agremiações encontram-se listadas nos grandes jornais de circulação da época.
Um misto de festa e espetáculo, o desfile de uma escola de samba é um verdadeiro ritual que gira em torno do canto, do visual, da música e da dança. O enredo transforma-se numa linguagem plástica traduzido nas fantasias, adereços e alegorias. A presença do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no desfile é um dos elementos mais representativos. Num bailado harmonioso, exibe o maior símbolo da agremiação: o Pavilhão. Outras figuras importantes de uma escola são as baianas, a comissão de frente, e os destaques, com suas fantasias de luxo e volumosas. À bateria cabe sustentar com sua marcação, a cadência, o canto e a evolução de todo o grupo, além de permitir aos passistas demonstrarem toda graça e sensualidade. Surdos, agogôs, repiques, pandeiros, caixas, apitos, tamborins, cuícas, reco-recos, ganzás e chocalhos compõem a bateria de uma escola. É importante destacar o papel do mestre de bateria e seus ritmistas. Essa relação é fundamental para que haja harmonia.
Com extraordinária beleza, as escolas de samba contam histórias e sonhos, ficção e realidade, isto é, um espetáculo que sintetiza em seu conjunto, a seqüência integral e a fluência de apresentação, a unidade e o equilíbrio artístico das diversas formas expressivas do desfile (musical, dramática, visual) e a energia de comunicação de todos os participantes.

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA LIMONIL
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Limonil surgiu de uma reunião de amigos que bebiam na esquina da 5ª Rua da Vila São Miguel, atual Campo Largo, onde até hoje funciona sua sede. Antes de sua fundação como Escola de Samba, que ocorreu em 28 de maio de 1935, era denominada de Batucada, manifestação bastante comum no Recife, formada da Liga dos Pobres da Vila de São Miguel para ir de encontro a um português que possuía um estabelecimento comercial e se dizia “dono da vila”, cobrando “aluguel” semanalmente das pessoas que moravam em barracos, no entorno. De acordo com Silvio Pessoa, um dos presidentes e compositores da agremiação, “a forma de protestar era fazer zoada”.
O nome da Escola faz referência à mistura entre o anil, o pitu e o limão, elementos presentes no momento de sua fundação, influenciando na escolha das cores da Agremiação (o verde e o branco).
Entre os seus principais fundadores, destacam-se: João 21, Batelão e Nestor. Este último, ao ver Limonil na avenida pela primeira vez, “morreu do coração, fantasiado”, fato relembrado até hoje. Como forma de reverenciá-lo, os integrantes da Escola, antes de entrar na avenida, lhe prestam uma homenagem cantando um samba-enredo: “É tão bom recordar/ vem ver o artista imortal, vem ver/ dessas cores verde e branco / Limonil e seu encanto / Faz tudo acontecer…”.
A Limonil é a mais antiga Escola de Samba em atividade no REcife. Nos anos 1930, entrou para a história do Carnaval da cidade, tendo como referência a sua bateria, que a partir da década de 1960, foi considerada por 10 anos consecutivos a melhor bateria do Concurso de Agremiações Carnavalescas. Seu presidente é Raimundo Inácio da Silva.
Endereço: Rua Campo Largo, 102, Afogados, Recife – PE
Contatos: (81) 98691.7821
E-mail: raimundolimonil@gmail.com

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GIGANTES DO SAMBA
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Gigantes do Samba foi fundado em 16 de março de 1942 no Alto do Céu, em Água Fria. Entre seus fundadores estão Luiz Ferreira de França (Zacarias), Ireno Cavalcanti, Luiz Rodrigues da Silva Melo e Ademar Paiva (Portela). Em 2015, sagrou-se Octacampeã do Carnaval da cidade.
O primeiro nome dado à escola foi Garotos do Céu e só em 1974 ela foi oficialmente batizada de GRES Gigantes do Samba. Suas cores oficiais são o verde e o branco e o símbolo é uma Águia, que aparece no centro do Pavilhão da Agremiação.
Antigamente a Gigantes do Samba realizava os Sambões, festas que varavam a madrugada, contando com a presença de sambistas nacionais como Leci Brandão, Sandra de Sá, entre outros. No total, possui mais de 60 títulos, e já se apresentou em outros estados brasileiros, no Japão e na Europa. O presidente é Rivaldo Figueiredo de Lacerda
Endereço: Rua das Crianças, 63, Água Fria, Recife, PE
Contatos: (81) 8875-8114 / 8693-9009

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GALERIA DO RITMO
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Galeria do Ritmo foi fundado em 15 de novembro de 1962, no Alto José do Pinho. Entre seus criadores estão José Severino de Santana (Naná), José Jaime, José Emídio de Santana, José Carlos, Antonio Cícero, Agnaldo Souza, Sebastião Simplício, Ailton de Souza e Aristóteles Cabral.
O primeiro tema-enredo foi dedicado ao renomado artista Ataulfo Alves e suas Pastoras, composto por José Emídio de Santana. Até os anos 1980 era uma escola considerada pequena, porém cresceu, se firmou no Grupo Especial e tornou-se definitivamente uma das grandes do Recife após receber dissidentes da Gigante, com a qual mantém grande rivalidade. Coleciona títulos de campeã e vice-campeã no Concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife.
Seu símbolo é uma Lira, representando a musicalidade da escola, além da Águia, que homenageia a Portela, tradicional Escola de Samba do Rio de Janeiro. Suas cores oficiais são o azul e o branco, em devoção à Nossa Senhora da Conceição. O presidente atual é Mizael Correia de Souza Filho.
Endereço: Rua Acaiaca, nº 182, Casa Amarela, Recife
Contato: (81) 98605.8450

BLOCO DE SAMBA A TURMA DO SABERÉ          
Contar a história do samba no Recife é, de certa forma, narra a trajetória artística de uma das maiores tradições do carnaval pernambucano: Bloco de Samba A Turma do Saberé. Fundada oficialmente em 20 de janeiro de 1960, na casa de Dona Rica e no Bar de Petrônio, bairro de São José, a Turma do Saberé é conhecida por aglutinar ao longo de sua história grandes referências do samba.
O nome do grupo vem do peixe denominado Saberé, conhecido por beliscar a isca e não ser capturado. Segundo Fabiano Cezar, diretor de eventos , na década de 1950, existia no bairro de São José, “um grupo de amigos que durante o carnaval visitava a vizinhança do bairro, comia, bebia e ia embora”. Em analogia ao peixe, espertalhão, os amigos passaram a ser conhecidos como “os saberés”, tornando-se alguns fundadores do bloco: Djalma Popó, Ubiratan, Valdir Queijinho, Ubirajara, Reginaldo Cafetão, Fernando Cinza, João Mazurca, Chico Pezão, Vado Bola, Cabo Gerson, Cabo Wilson, Airton Seborréia, Valdemar Cacaquinha, Nai, Beto Tijolo, entre tantos outros carnavalescos e admiradores do samba.
O Bloco tem como símbolo o Peixe Saberé e suas cores oficiais são o azul e o branco. Não concorre no Concurso de Agremiações, mas desfila pelas ruas do bairro de São José, todos homens, divididos entre as alas show, de frente e bateria, esta se destacando, com centenas de batuqueiros, de diversas escolas de samba do Recife. Centenas de admiradores acompanham os carros e som ao longo do itinerário percorrido pela “Turma do Saberé”.
O Bloco já lançou diversos sambas-enredos, destacando-se o samba Eu Sinto Tanta Emoção, composto por Jarbas Boemia. O presidente é Juarez Roberto da Silva.
Endereço: Rua Vidal de Negreiros, nº 188, Bairro de São José, Recife
Contatos: (81) 98825.1035 / 99664.9764
E-mail: dj-xuxa@hotmail.com /sabere1960@hotmail.com

GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA IMPERADORES DA VILA DE SÃO MIGUEL
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperadores da Vila São Miguel foi fundado em 06 de setembro de 2002, em Afogados, a partir de uma dissidência da Escola de Samba Limonil. Segundo Maurício Batista dos Santos (fundador e presidente), por ter sido criada por ex-integrantes de outras escolas e antigos carnavalescos da cidade como Luiza Zumira Santos, Leonice Nery, Gerlane Ramos, Francisco Carlos Pereira, Ana Paula Chagas e Roberto Siqueira, seriam esses os “Imperadores do samba” da comunidade de Vila São Miguel. Assim batizou-se a Escola.
A Agremiação tem como cores oficiais o azul, o amarelo e o branco e seu símbolo é uma coroa que representa o “império”. Em seus desfiles, além da coroa, se faz presente, invariavelmente, uma “ala imperial”, composta por participantes com fantasias que remetem a uma corte. O presidente é Mauricio Batista dos Santos.
Endereço: Travessa 2, Benjamin Torreão 17, Afogados Recife
Contatos: (81) 8875-8114 / 8521-3775

sábado, 11 de março de 2017

Claudionor Germano: rei do frevo, patrimônio de Pernambuco

Aos 84 de idade e 70 de carreira, Claudionor Germano é o novo Patrimônio Vivo de Pernambuco. Nesta reportagem especial, o artista conta um pouco da trajetória que fez dele o maior divulgador do frevo no mundo. 

Michelle Assumpção



Claudionor Germano da Hora nasceu no Recife, no dia 10 de agosto de 1932. Nunca soube o porquê, mas seu aniversário sempre foi comemorado no dia 19 de abril. Não é uma informação que lhe interesse muito hoje, aos 84 anos, reconhecido Patrimônio Vivo de Pernambuco. São mais as memórias de quase setenta anos de atividade musical que ocupam sua narrativa, e seguem lhe dando o suporte para sempre mais um Carnaval. Mesmo tendo anunciado, há alguns anos que, “esse ano é o último”, Claudionor sente-se tão vivo e animado, que basta chegar mais uma época de folia de Momo que os convites já começam a aparecer e ele, pensando em dar conta. Atualmente também acalenta outras vontades, uma delas, que vai sendo estimulada pelas filhas, é gravar um disco com serestas e músicas românticas. “Quando comecei minha carreira na Rádio Jornal do Commercio era assim, então está nos planos gravar as serestas e ainda pretendo fazer”, conta Claudionor.

Irmão de Abelardo da Hora e do temido professor Bianor da Hora, Claudionor dividia a fama dentro de casa. Nas ruas, era o afamado cantor, mas não raro era abordado por desconhecidos: “Não é você o irmão do professor Bianor?”. Mas no Carnaval não tinha pra nenhum irmão. Eram seu nome e sua voz que ecoavam nas rádios e nos bailes da cidade. “O jornalista José Teles me disse que eu fui o único artista a comparecer às cinquenta e duas edições do Baile Municipal do Recife”, diz Claudionor, que até ano passado esteve na programação do tradicional festa de carnaval do estado. Este ano, o Baile comemora sua 57ª edição.

Claudionor Germano contabiliza 52 Bailes Municipais e 553 músicas gravadas.

Sua trajetória começa na Rádio Clube de Pernambuco, em 1947, depois segue para a Rádio Tamandaré e, por último, Rádio Jornal do Commercio. Dirigido pelo lendário maestro Guerra Peixe, tornou-se cantor da orquestra de Nelson Ferreira e, a partir de 1954, passou a integrar o elenco da Fábrica de discos Rozemblit. Sob o selo Mocambo, desta gravadora, passou a gravar, a partir de 1959, os frevos de Capiba. Foi Capiba quem o procurou dizendo que queria que ele gravasse seus frevos. Segundo o intérprete, Nelson Ferreira, “que era ciumento”, veio logo em seguida, pegando-o pelo braço e cobrando que ele gravasse seus frevos também.

Foi assim que foi gravado, em 1959 para o carnaval de 1960, o disco Capiba, 25 anos de Frevo; e o de Nelson Ferreira, O que eu Fiz e você gostou, com clássicos de frevos canções e marchas que até hoje estão na boca do povo. No ano seguinte, Nelson compôs e Claudionor gravou mais um álbum: O que faltou e você pediu. De Capiba, gravou Carnaval com C de Capiba. E não deixou de brincar com o famoso e conceituado compositor: Carnaval é com C, de Capiba e Claudionor.

Sua fama já era grande e o reconhecimento não faltou. Por seis anos, na década de 60, recebeu o prêmio de Melhor Cantor das rádios de Pernambuco. “Só reconheço os dois hexas, o meu de melhor cantor e do Clube Náutico do Recife”, brinca Claudionor, que apesar da torcida pelo time do timbu, gravou hino pros outros dois maiores times de Pernambuco: Santa Cruz e Sport. Sem falar nas músicas que também eternizou para o Asa de Arapiraca, o CRB de Alagoas, e o ABC de Natal.

Foi Capiba quem forneceu o maior número de composições que Claudionor já gravou. Foram 132 músicas somente deste compositor, num total de 553. O levantamento foi feito pelo amigo e pesquisador Antônio Batista, que mergulhou na trajetória fonográfica de Claudionor. “Ele me deu a relação com os títulos e assinou embaixo. Ele achou que eu não estava acreditando muito e desafiou, ‘pode ir lá na minha casa que eu te mostro’. Foi assim que o frevo me abraçou”, conta Claudionor, que com a popularidade de ser um rei do frevo, já foi representar o ritmo no Japão, Estados Unidos, Cuba e Argentina.

Sobre a amplitude da fama de Claudionor, o crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão reconheceu e publicou:
“Embora tenha começado pelas canções de Vicente Celestino, embora não podendo deixar de sofrer, já rapaz, a influência fulminante do seresteiro carioca Orlando Silva… embora pagando o preço da moda, ao iniciar a carreira profissional na Rádio Club de Pernambuco em 1949 como crooner do conjunto Ases do Ritmo, foi como cantor de música tipicamente pernambucana que o estilo de Claudionor Germano se firmou. A ponto de, já em 1967, poder surgir diante dos milhares de brasileiros de todas as regiões que se acotovelavam no Estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante o II Festival Internacional da Canção, como a única voz capaz de emprestar o indispensável toque à vigorosa canção de Capiba, ‘São os do Norte que vêm’. Atualmente tão identificado com a música de sua região que pode ser considerado o cantor oficial do Recife… Claudionor Germano consegue, no entanto, um privilégio de que poucos artistas podem se orgulhar: sem sair de sua terra pode ser ouvido como uma autêntica voz nacional.”

sexta-feira, 10 de março de 2017

Carnaval injeta mais R$ 1.2 bilhão na economia de Pernambuco

Pesquisa realizada pela Empetur demonstra saldo positivo para o sucesso do Carnaval pernambucano 


O Carnaval de Pernambuco promoveu um incremento de R$ 1.238 bilhões na economia do Estado, em 2017. O valor é 2,7% superior em relação ao ano passado. O fluxo de visitantes, que engloba o número de turistas e excursionistas (visitantes que não pernoitam nem residem no entorno do local visitado), sofreu uma pequena queda de 1,1%, passando de 1.6 milhão para 1.582 milhão de visitantes. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), entre os dias 25 de fevereiro a 05 de março. 

Os dados da pesquisa revelaram ainda o perfil do turista nacional. Os estados do Nordeste corresponderam a aproximadamente 40% dos turistas recebidos por Pernambuco, principalmente o Ceará (8,57%) e a Bahia (8,04%). Individualmente, São Paulo continua sendo o principal emissor de visitantes nacionais (27%), seguido do Rio de Janeiro (10,7%) e Distrito Federal (4,18%). Entre os estrangeiros, o destaque ficou para Argentina (40,3%), Uruguai (10,4%), Alemanha (5,97%) e França (5,9%).  A ocupação hoteleira em Pernambuco ficou em torno de 94%, um acréscimo de 2,49% em relação a 2016, quando o índice marcou 91,6%. Se levarmos em consideração apenas o Recife, a ocupação ficou em 97%, cerca de 1% a mais do que em 2016. Na RMR, os hotéis tiveram 96% dos seus quartos ocupados, 3,82% superior ao último Carnaval. 

O gasto médio individual diário foi de R$ 177,50, tendo como permanência média em Pernambuco de 8,5 dias. "Esses números ratificam que o Carnaval, mais do que uma festa, é um grande negócio que gera emprego e renda para os pernambucanos. Muita gente conseguiu iniciar o processo de recuperação econômica diante de uma época tão sensível na economia brasileira. Também tiveram aqueles que conseguiram uma renda extra. Isso é muito importante, pois dezenas de setores foram impactados antes, durante e depois dos dias de Momo", comemora o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras. 

Em 2017, durante o período pré-carnaval até a quarta-feira de cinzas, o Aeroporto Internacional do Recife teve uma movimentação de 181,194 mil pessoas, um crescimento de 2% no mesmo período do ano anterior. Os principais aeroportos emissores foram Guarulhos (São Paulo), Galeão (Rio de Janeiro) e Aeroporto de Salvador (Bahia). 

O Carnaval de Pernambuco foi aprovado por 95,2% dos entrevistados, que avaliaram os eventos, os equipamentos, os serviços e a infraestrutura turística. Prova disso é que 98,6% deles afirmaram que recomendariam o Carnaval para outras pessoas.  

A metodologia utilizada na pesquisa realizada pela Empetur é aprovada pela Organização Mundial do Turismo (OMT) e leva em consideração os dados coletados em diversas sondagens para projetar números globais.

SECRETARIA DE TURISMO, ESPORTES E LAZER DE PERNAMBUCO 

sexta-feira, 3 de março de 2017

Xinelo Rasgado (Carnaval do Recife 2017 - Polo Ipsep)

Carnaval 2017 em Olinda reúne mais de dois milhões de foliões e gera mais de 60 mil empregos

A folia gerou aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos e um R$ 120 milhões em recursos injetados na economia da cidade


No Carnaval 2017 Olinda recebeu um total de 2.300.000 (dois milhões e trezentos mil) visitantes subindo e descendo as ladeiras, acompanhando as orquestras e assistindo aos shows nos polos e palcos da festa. Desse total de foliões, cerca de um milhão foram turistas, vindos de diferentes partes do Brasil e do mundo, que fizeram a taxa de ocupação hoteleira atingir 97%.
A folia gerou um total de aproximadamente 60.000 (sessenta mil) empregos diretos e indiretos e um R$ 120.000.000,00 (cento e vinte milhões de reais) em recursos injetados na economia da cidade. O gasto com a festa foi em torno de nove milhões de reais, sendo 70% desse valor um investimento de patrocínio oriundo da iniciativa privada, da Fundarpe – Governo do Estado de Pernambuco e Ministério da Cultura.
Os dados do balanço do Carnaval foram apresentados nesta quinta-feira (02) durante coletiva de imprensa no Palácio dos Governadores, sede da gestão municipal. “Eu estou feliz, muito realizado. Sabemos que precisamos melhorar para que o folião tenha mais conforto. Vamos montar a realização de um seminário para organização do Carnaval de 2018 já a partir do segundo semestre. Esse ano nós assumimos e tivemos pouco mais de um mês para fazer um dos maiores eventos do mundo”, comentou o prefeito Professor Lupércio, prefeito de Olinda.
Neste Carnaval, um total de 242 apresentações de artistas de Pernambuco foram realizadas nos dez polos de animação oficial e três mini polos, mais o Cortejo de Saudação ao O Homem da Meia-Noite, 230 orquestras itinerantes, 500 Blocos oficiais nos dias de festa e mais de mil agremiações, blocos, troças, maracatus, afoxés e orquestras de frevo que incrementaram o Carnaval. Os palcos tiveram uma excelente participação de público, que variou entre cinco e 15 mil pessoas por noite.
Outro destaque deste ano foi a cerimônia de abertura da festa, que voltou a ser realizada em frente à Prefeitura e foi um momento único na história da cidade, com 19 agremiações representativas de todos os seguimentos do Carnaval olindense, além do Galo da Madrugada, convidado do Homem da Meia-Noite e o show de Alceu Valença, responsável por abrir e fechar a folia olindense.
Os serviços de saúde realizaram um total de 760 atendimentos clínicos adultos e 250 infantis somando a Policlínica Barros Barreto, o Hospital do Tricentenário e o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) de Peixinhos. Ainda pela Secretaria de Saúde 446.800 preservativos foram distribuídos.
Este ano Olinda registrou um total de 1.300 ambulantes para comercializar durante a semana de festa. Ao todo 15 mil garrafas de vidro foram trocadas por outras de plástico e a vigilância sanitária efetuou 670 inspeções. A central de Achados e Perdidos recebeu 1.629 itens, dos quais 116 já foram entregues.
Através da Secretaria de Desenvolvimento Social Cidadania e Direitos Humanos, o Camarote de Acessibilidade acolheu 364 pessoas no somatório dos quatro dias e o espaço Folia Cidadã recebeu 380 crianças e adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil ou acompanhando os pais que estavam comercializando ou catando material reciclável.
A festa foi realizada com ações conjuntas das secretarias de Patrimônio e Cultura, Desenvolvimento Social Cidadania e Direitos Humanos, Saúde, Meio Ambiente Urbano e Natural, Segurança Urbana, Serviços Públicos, Transportes e Trânsito e Turismo, Desenvolvimento Econômico E Tecnologia.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Prefeito Geraldo Julio: “Tivemos o melhor e maior Carnaval de rua do Brasil”


Mais uma vez a cidade do Recife fez uma festa para encher de orgulho recifenses e visitantes. De acordo com organização e com os próprios foliões, o Carnaval 2017 foi a maior festa de rua do Brasil, se destacando pela eficiência dos serviços e ainda pela segurança. Cerca de 1,3 milhão de pessoas circularam pelos 47 polos oficiais montados pela Prefeitura do Recife espalhados pela cidade. Na tarde desta quarta-feira (1º), o prefeito Geraldo Julio comandou a coletiva de imprensa de balanço do evento e apontou números que comprovam o sucesso desta edição.
“Estamos muito felizes com o resultado do Carnaval do Recife. Os artistas deram, literalmente, um show, mais uma vez o folião fez um grande Carnaval, muito alegre, de paz, um carnaval de muita gente nas ruas, espontâneo. A infraestrutura funcionou, a segurança funcionou, todos os serviços funcionaram”, declarou o prefeito Geraldo Julio, que ainda mencionou o incremento na ocupação da rede hoteleira , que no ano passado foi de 90% e este ano subiu para 97%, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH).
De acordo com uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer ao Centro Integrado de Pesquisas e Comunicação (Cipec), o Carnaval do Recife 2017 superou ou atendeu às expectativas de 87,7% dos turistas. Dos entrevistados, 97,4% pretendem voltar para brincar Carnaval no Recife e  98,5% recomendam a festa, que foi considerada ótima ou boa por 90,2% dos visitantes.
“Estamos comemorando estes números e só tivemos índices satisfatórios, nossos turistas saíram satisfeitos. Fizemos realmente uma festa para ficar na memória dos foliões”, afirmou a secretária de Turismo, Esportes e Lazer, Ana Paula Vilaça.
Os visitantes também destacaram a decoração, que este ano exaltou a arte urbana, com desenhos feitos por grafiteiros, como o principal ponto positivo da festa, sendo citado por 27,7% dos entrevistados. Os shows gratuitos , os blocos de rua, a animação da cidade, bandas locais e cultura local também foram lembrados. “Foram mais de 2 mil apresentações, em quase 50 polos com o melhor que temos aqui na nossa terra”, disse o presidente da Fundação de Cultura, Diego Rocha.
Durante a entrevista coletiva foi feita uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que participaram da organização do Carnaval do Recife. Um integrante de cada um dos serviços prestados pela Prefeitura do Recife, entre garis, varredores, orientadores e agentes de trânsito, guardas municipais, fiscais de controle urbano e outros representaram o corpo de servidores da Prefeitura que se mobiliza para a maior festa de rua do Brasil.
"Tivemos uma festa muito bonita e ela só foi possível porque tivemos uma grande equipe, super competente e dedicada nos bastidores. Esses trabalhadores, todos que atuaram no Carnaval em todas as funções, órgãos vinculados e todos os trabalhadores da Prefeitura do Recife estão de parabéns. A eles, a vocês todos aqui presentes, o meu muito obrigado", disse o prefeito Geraldo Julio
A mobilidade foi outro destaque da festa. Novas intervenções de trânsito com novas interdições para automóveis particulares, priorizando o transporte coletivo e táxis garantiram mais fluidez para a chegada e saída dos polos, especialmente nos polos centrais. O Expresso da Folia e os estacionamentos gratuitos no bairro do Recife repetiram o sucesso de anos anteriores. A Ponte Duarte Coelho, onde foi  montada a estrutura do Galo da Madrugada, já está liberada para o tráfego normal de veículos. A expectativa da CTTU é que o trânsito do Recife volte a normalidade com todas as vias liberadas para a passagem de veículos ainda no fim desta tarde, exceto no Cais da Alfândega, onde está montado o palco utilizado no festival Rec-Beat, com previsão de desmontagem às 14h do sábado (4).
Outro ponto de destaque foi o Carnaval Acessível, que este ano fez o traslado de pessoas com deficiências em vans adaptadas e teve um guichê especial com atendimento acessível dentro da Central do Carnaval, com toda a estrutura para atender esses foliões. A Central do Carnaval como um todo atendeu a 400 mil pessoas nos cinco dias de festas, que contou, cada um deles com 600 agentes da Guarda Municipal auxiliando a Polícia Militar na segurança do evento. 

Neste Domingo, tem Bloco da Ressaca da Zona Norte


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Naná Vasconcelos é imortalizado em estátua no Marco Zero

Um dia pra marcar a cultura do Recife cercado de muita emoção. Foi assim a noite desta quarta-feira (22), quando o músico Naná Vasconcelos, considerado um dos melhores percussionistas do mundo, foi homenageado pela Prefeitura do Recife, a dois dias da abertura do Carnaval do Recife 2017. O prefeito Geraldo Julio esteve presente na cerimônia, acompanhado da primeira- dama, Cristina Mello, onde foi inaugurada uma estátua de concreto do mestre  percussionista no Marco Zero da cidade, no Bairro do Recife.
 
"Naná levou o nome do Recife, a nossa cultura e a da nossa gente para o mundo através da música. Agora ele está imortalizado nessa estátua tão linda, em cima das alfaias, com seu berimbau, e vai continuar regendo os Carnavais do Recife como ele sempre fez. Estou muito feliz, é uma homenagem mais do que justa", afirmou o prefeito Geraldo Julio.
 
A estátua está localizada em pleno Marco Zero, local e palco que consagrou Naná Vasconcelos como o grande mestre de cerimônias da maior festa popular da cidade, no comando de centenas de batuqueiros durante a abertura oficial do Carnaval do Recife. Erguida sob um totem de alfaias, voltada para a cidade, a peça tem 4,50 metros de altura e será iluminada por um refletor direcionado em LED de 200 watts, que foi instalado para o monumento. A escultura custou R$ 35 mil e foi produzida pelo escultor Demétrio Albuquerque.
 
 
Patrícia Vasconcelos, viúva do mestre percussionista, falou da emoção em ver a imagem do marido ser imortalizada em um local que tanto representa a sua trajetória na música. "Aqui ele reunia nações diversas e fazia com que uma multidão ecoasse um único som. Era lindo. Fica aqui o que ele plantou: unir todos em comunidade e transformar e unir através da música", disse.
 
A estátua em homenagem a Naná Vasconcelos conta também com uma placa informativa, com um QR Code que fornecerá informações sobre a vida e obra do artista. A obra compõe o Circuito da Poesia com mais 17 homenageados. São eles: Manoel Bandeira (Rua da Aurora); João Cabral de Melo Neto (Rua da Aurora); Capiba (Rua do Sol); Carlos Pena Filho (Praça do Diário); Clarice Lispector (Praça Maciel Pinheiro); Antônio Maria (Rua do Bom Jesus); Ascenso Ferreira (Cais da Alfândega); Chico Science (Rua da Moeda); Solano Trindade (Pátio de São Pedro); Luiz Gonzaga (Praça Mauá); Mário Mota (Pátio do Sebo), Joaquim Cardozo (Ponte Maurício de Nassau), Ariano Suassusa (Rua da Aurora); Alberto da Cunha Melo (Parque 13 de Maio), Celina de Holanda (Avenida Beira Rio) e Liêdo Maranhão (Praça Dom Vital).

Confira a programação completa da Folia do Papangu em Bezerros

PALCO 1 – QG DO FREVO

25/02 (Sábado)
21:00 Marcão Noventa
23:00 Geraldinho Lins

26/02 (Domingo)
10:00 Higor Henrique
12:00 André Rio
14:00 Marron Brasileiro
16:00 Almir Rouche
18:00 Elba Ramalho
20:00 Nação Zumbi
22:00 Davi Firma

27/02 (Segunda)
11:00 Ivo Cowboy
13:00 Banda Mega Play
15:00 Timbaxé
17:00 Lady Falcão
19:00 Maestro Spok
21:00 Elifas Jr.
23:00 Henrique Barbosa

28/02 (Terça)
11:00 Banda Pelotão
13:00 Luizinho Moreno
15:00 Banda Santa Clara
17:00 Som Brasil
19:00 Vice Versa
21:00 Léo Vibe
23:00 Samba de Led


PALCO 2 – CULTURAL

22/02 (Quarta)
21:00 Orquestra Contemporânea de Olinda

23/02 (Quinta)
16:00 Orquestra Black Tie

24/02 (Sexta)
17:00 A Barca Maluka

25/02 (Sábado)
21:00 Orquestra Cônego Alexandre

26/02 (Domingo)
10:00 Mazamorra
12:00 Ciel Santos
14:00 Maestro Forró
16:00 Quinteto Violado
18:00 Walter Lins
20:00 Carlinhos Nova

27/02 (Segunda)
12:00 Vou Zoar
14:00 Patusco
16:00 Benil
18:00 Discípulos de Madre Tereza
20:00 Orquestra Frevoé

28/02 (Terça)
12:00 Orquestra Oficina Agreste Frevo
14:00 Rhudia
16:00 Dudu do Acordeon
18:00 Balanço Tropical
20:00 Orquestra Frevo e Cia

01/03 (Quarta)
21:00 Henrique Barbosa


PALCO 3 – CENTENÁRIA

26/02 (Domingo)
09:00 CONCURSO DOS PAPANGUS
12:00 Eduardo Veloso
14:00 Orquestra Black Tie
16:00 Orquestra Frevo e Cia
18:00 Ivo Moura

27/02 (Segunda)
12:00 Carlinhos Melo
14:00 Orquestra Balanço Tropical
16:00 Orquestra Filhos da Terra
18:00 Orquestra Oficina Agreste Frevo

28/02 (Terça)
12:00 Os Thalentos
14:00 Carlinhos Nova
16:00 Orquestra Cônego Alexandre
18:00 Walter Lins


PRAÇA SÃO SEBASTIÃO

26/02 (Domingo)
09:00 Henrique Barbosa
12:00 Vou Zoar
15:00 Lady Falcão


PALCO 4 - ESPAÇO FREVO

26/02 (Domingo)
10:00 Orquestra Amigos do Frevo
12:00 Orquestra do Tarso
14:00 Orquestra do Raimundo
16:00 Orquestra Cônego Alexandre

27/02 (Segunda)
10:00 Orquestra Alvorada
12:00 Orquestra do Vassourinhas
14:00 Orquestra Frevart
16:00 Orquestra do Ronaldinho

28/02 (Terça)
10:00 Orquestra Alvorada
12:00 Orquestra Amigos do Frevo
14:00 Orquestra do Raimundo
16:00 Orquestra do Tarso


FORRÓ DO PAPANGU - ZEZÉ E ZEZITA

26/02 (Domingo)
10:00 Genilza do Acordeon e Trio Nordeste
12:00 Zezé e Zezita
14:00 Trio Sela de Ouro
16:00 Garotos do Forró
18:00 Rinaldo Xavier
20:00 Chinelo de Palha
22:00 Manoel da Concertina

27/02 (Segunda)
12:00 Forró Cabra da Peste
14:00 Marcos Montez
16:00 Nildo e Seu Regional
18:00 Cabila Tamborete de Forró
20:00 Cintura de Menina

28/02 (Terça)
12:00 Trio Asa Branca
14:00 Forrozão Sonho Real
16:00 Zezé e Zezita
18:00 Recanto de Bar
20:00 Dedinho e Seu Regional